Os filmes vencedores do Queer Lisboa 13 - Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa foram anunciados na Cerimónia de Encerramento no dia 26 de Setembro de 2009, no Cinema São Jorge.
SECÇÃO COMPETITIVA PARA A MELHOR LONGA-METRAGEM
Melhor Filme – Ander, de Roberto Castón (Espanha, 2009, 128’)

Ander, de Roberto Cáston (Espanha), é o filme vencedor na categoria de Longa-Metragem de Ficção (1.000,00€), segundo o Júri "porque desafia a moda centrada na juventude e nos ambientes urbanos e põe em causa os estereótipos da vida rural, oferecendo uma alternativa corajosa e tocante aos tradicionais padrões de comportamento”. O filme, que analisa as tensões sexuais e desejos entre um solitário agricultor basco de meia-idade e um imigrante peruano mais novo, foi ainda referenciado por “explorar a crescente solidariedade entre as personagens bem desenvolvidas, tecendo as suas histórias de forma tocante, pungente e subtil". A decisão coube ao escritor Richard Zimler, à actriz e encenadora Isabel Medina, ao crítico de cinema Boyd van Hoeij, à programadora Florence Fradelizi e à programadora e distribuidora Ricke Merighi.
Melhor Actriz – Mina Orfanou / Strella, de Panos H. Koutras (Grécia, 2009, 113’)

O Júri decidiu atribuir o prémio para Melhor Actriz a Mina Orfanou “pela interpretação intensa e tocante; pela energia e entrega física,” em Strella: a Woman`s Way, de Panos Koutras (Grécia). Foi também mencionada a forma como a actriz “vai da alegria ao desespero, denotando um vasto espectro de emoções e proporcionando ao público o retrato brilhante de uma mulher transexual com profundos conflitos emocionais.”
Melhor Actor – Josean Bengoetxea / Ander, de Roberto Castón (Espanha, 2009, 128’)

Josean Bengoetxea arrecadou, por sua vez, o prémio para Melhor Actor “dada a sua presença autêntica, intensa e sempre convincente,” em Ander, de Roberto Cáston – filme em que, “expondo corajosamente o seu corpo, traz ao ecrã a vulnerabilidade de alguém tentando arduamente encontrar-se a si mesmo.”
Menção Especial – Rabioso Sol, Rabioso Cielo, de Julián Hernández (México, 2009, 191’)

De referir, ainda, uma Menção Especial para Rabioso Sol, Rabioso Cielo do mexicano Julián Hernández, “por oferecer ao espectador uma experiência de 3 horas de puro cinema, em que as emoções são geradas pelo movimento das imagens e dos actores, como se de uma dança se tratasse.”
SECÇÃO COMPETITIVA PARA O MELHOR DOCUMENTÁRIO
Melhor Documentário – Fig Trees, de John Greyson (Canadá, 2009, 104’)

Quanto ao Prémio para o Melhor Documentário (1.000,00€), foi atribuído a Fig Trees, de John Greyson (Canadá), pelo psicólogo Nuno Nodin, pela programadora Melissa Pritchard e pelo realizador Oded Lotan. "A realização rica e complexa exige o envolvimento do espectador através da sua inteligente combinação de elementos formais clássicos, que se articulam de forma bastante marcante”, referiu o Júri que ressalvou, ainda, a importância da temática desta ópera documental, o VIH-Sida.
Menção Especial – Verliebt, Verzopft, Verwegen, de Katharina Lampert e Cordula Thym (Áustria, 2009, 64’)

O Júri atribuiu ainda uma Menção Especial ao documentário austríaco Verliebt, Verzopft, Verwegen, de Katharina Lampert e Cordula Thym, “um bem construído primeiro filme que oferece um vislumbre do nosso passado através do retrato optimista de lésbicas mais velhas e suas vidas.”
SECÇÃO COMPETITIVA PARA A MELHOR CURTA-METRAGEM – PRÉMIO DO PÚBLICO
Melhor Curta-Metragem – Yo Solo Miro, de Gorka Cornejo (Espanha, 2008, 19’)

|
|